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Netuno, o Grande Ilusionista

NETUNO, O GRANDE ILUSIONISTA

(por Paulo Urban, médico Psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento)

Fontana del Nettuno – bronze de Giambologna (1566) detalhe – Bologna (Itália)

Conforme me solicitara Nicolau por ocasião de nosso último encontro, quando discorrera sobre o revolucionário Urano e as questões pertinentes à Era de Aquário, para esta nossa tertúlia noturna a respeito de Netuno, rei dos mares, eu me fazia acompanhar de meu amigo Alan, também discípulo do mestre. Nicolau estava saudoso dele, há tempos não se viam.

Convidando-nos a entrar, antes que cerrasse a porta, o mestre nos apontou uma Vênus exuberante, a brilhar em Virgem, a meia altura sobre o ocaso, e também o grandioso Júpiter, sêxtil acima, quase ao zênite, a transitar Escorpião.

Marte já despontou também ao Leste, mas dado aos prédios atrás de minha casa, não nos é possível avistá-lo daqui. Estamos sob incrível cenário celeste por essas noites; além do eclipse total da Lua a ocorrer em Aquário já no anoitecer da próxima sexta-feira, 27 de julho, nesta mesma data Marte, ora retrógrado em seu periélio, fazendo oposição à Terra, estará em seu máximo de proximidade de nossa órbita, a superar em brilho o próprio Júpiter; através do telescópio já pude ver, inclusive, nestas noites límpidas de inverno, sua calota polar, algo raro de ser visto assim, com tanta nitidez. A propósito, nesta mesma noite do eclipse, Marte nasce em conjunção com a Lua; e andarão de mãos dadas até o amanhecer. E a saudar com fogos a efeméride, a partir da meia-noite, preparem desde já vossos pedidos, inicia-se o festival das Aquáridas, chuva de meteoros que, vindos dessa região do zodíaco, irão riscar o céu de bênçãos. Faço votos haja boas condições para assistir a tudo isso lá de meu sítio-retiro, afastado dos centros urbanos.

Nicolau era mesmo um entusiasta. Quem de nós, em sua eloquente companhia, manter-se-ia imune a não amar a astronomia e a astrologia?

Já acomodados em sua biblioteca-observatório, servido o vinho, desta vez em taças de madrepérola, ele ergueu seu brinde:

– Ao grande místico, Rei dos Oceanos, àquele que responde pela descomunal potência de nosso psiquismo mais profundo!

– A Pai Netuno!, contestou Alan.

– Ao Rei dos Mares!, acompanhei.

– Pai Netuno que, por sinal, encontra-se hoje a 16º de Peixes, ou seja, magnanimamente sentado em seu trono de ouro, na absoluta posse de seu tridente, poderosa arma causadora de maremotos e lançadora de raios tanto quanto deus Júpiter sabe gerá-los. Já há alguns meses tem estado assim, a reger os mares por decreto, sem afastar-se nem um minutinho do salão real de seu resplandecente palácio, também de ouro, encravado nas montanhas abissais da submersa Lemúria, nalgum ponto entre o Pacífico e o Índico; ou quem sabe, nas profundezas da perdida Atlândida, conforme as versões que situam seu reinado no mundo ocidental.

As deliciosas imagens na fala de Nicolau cumpriam nos deixar assim, inclinadamente abertos à enxurrada de ensinamentos que, sabíamos, o mestre desaguaria sobre nós.

– Quando visualizado pela primeira vez, era 23 de setembro de 1846, pelo astrônomo e matemático francês Urbain Le Verrier (1811-1877) – curiosíssimo o sobrenome, ‘soprador de vidro’; por suposto, não duvidaria, vinha de família de alquimistas – Netuno transitava por Aquário, signo do elemento Ar e das ideias futuristas, libertárias, curiosamente representado pela figura do Aguadeiro, aquele que verte as ‘águas de cima’, sejam estas as ‘águas do Espírito’, relacionadas à divina Criação, sejam as simples chuvas e tempestades a fertilizar a Terra. Em oposição e complemento a estas, Netuno rege as chamadas ‘águas de baixo’, todas elas, especialmente mares e oceanos, mas também as águas dos rios que nestes desembocam e, sobretudo, as dos desconhecidos mares do psiquismo, a dar notas e presságios de nossa vida anímica mais profunda.

– Por isso é o planeta da subjetividade e dos assuntos da alma! – exclamou Alan – por certo um dos prediletos de nosso confrade aqui, psiquiatra, haja vista a riqueza imaginativa pertinente aos temas arquetípicos netunianos.

Concordei de pronto, como não ter simpatia por Netuno, quando a profissão nos pede ir atrás da alma, mergulhar no psiquismo?

O mestre completou:

– Especialmente intrigante é que o principal arquétipo netuniano traduz uma paradoxal mandala.

Olhamos pra ele sem entender.

– Ora, se por um lado essas águas que Netuno rege representam nossa possibilidade de reintegração à primordial fonte da vida, por outro, são estas mesmas águas que guardam em si a portentosa ameaça de dissolução absoluta do Eu. Em termos práticos e objetivos, basta ver o quanto o mar nos puxa para dentro de si, o quão fácil nos carrega em suas ondas se assim o permitirmos. Pois, não é justamente o mar a maior fonte de todo Sal da terra, sal este que é símbolo da vida individual, a dizer, o tempero que cada uma de nossas almas traz consigo sob a forma de personalidade? Paradoxalmente, entretanto, este mesmo sal presente nas águas do mar, acha-se nelas universalmente dissolvido, reintegrado à sua mais absoluta impessoalidade. Analogamente, para todo e qualquer ser humano feito de barro, que em seu natural exercício da razão se dá conta como indivíduo, conscientemente animado pelo sopro divinal, o mar representa esse perigo de desagregação do Eu, essa promessa de um dia nos afogar, de nos subtrair em suas águas para sempre.

– Daí o porquê de os astrólogos associarem certos aspectos aflitos de Netuno e ainda o signo de Peixes, conforme sua singularidade em cada mapa, a uma maior tendência de certos indivíduos aos estados de loucura por despersonalização e desagregação do psiquismo? – perguntei-lhe.

– Eis a questão! Uma das mais cruciais de toda astrologia médica quando particularmente focada nos dilemas da psicoclínica. Em relação a isso, Netuno aflito, mal constelado, pode sim traduzir essa tendência desenfreada, altamente neurótica e de caráter compulsivo de alguns ao escapismo da realidade por intermédio das drogas, sejam estas quais forem, desde o álcool, tão comum em nosso meio a outras tantas substâncias psicoativas de distintas propriedades. Muitos recorrem a elas nem sempre com as devidas precauções, quer para fins recreativos quer com vistas a um trabalho mais profundo de visitação interior, e menos ainda o fazem com o prévio estofo necessário, com a presumida estrutura psicológica que experiências assim exigem. Este mesmo vinho que ora degustamos com saudável prazer, pode ser ele próprio um perigo a todo aquele que, desde o berço ou por sincronicidade dos trânsitos planetários, põe-se assim, mais propenso a deixar-se levar pela força de atração dos mares, por esse portentoso ralo de subtração incutido no arquétipo desagregador de Netuno.

– É como ocorre com todo e qualquer planeta, não há maléficos nem benéficos pura e simplesmente, tudo depende de como se articulam os deuses entre si, e ainda seus aspectos e trânsitos em relação ao sagrado arbítrio dos mortais…

“Think and Dream” – pelo artista plástico ilusionista ucraniano Oleg-Shupliak (1967 – )

Satisfeito com a observação de Alan, o mestre emendou:

– Sim, nenhum dos planetas é bom ou mal, seria tolo pensar assim, haja vista a ampla gama de atributos, muitas vezes paradoxais entre si, que cada um dos deuses, arquetipicamente, traz consigo. Vale observar, entretanto, que onde quer que se situe Netuno em nossos mapas, nessa casa, área da vida, esse escapismo se encontra naturalmente presente, sob diferentes modalidades de apresentação e com maiores ou menores riscos ao indivíduo, toda vez que este se entrega ao sabor de seus recreios imaginativos, a seu santo devaneio.

De novo ele leu a indagação em nossos olhares.

– Expliquemos melhor: a casa onde se encontra nosso Netuno natal corresponde à área da vida em que mais nos iludimos, onde mais somos permissivos à confusão, também onde projetamos nossas expectativas mais irreais e fantásticas, desprovidas de qualquer senso de chão. É como se o mar aí estivesse tomado por intensa bruma e nebulosidade. Um Netuno forte em casa 3, por exemplo, nos induz a dar muita credibilidade a tudo aquilo que nos diz o outro, a acreditar piamente em inverdades. Na casa 7, a seu modo, favorece demasiadamente a projeção de nossa anima (ou animus) na figura do parceiro, a nos pôr mais facilmente iludidos por anos a fio numa parceria societária ou numa relação conjugal sem muita chance de dar certo.

– Curioso… com meu Netuno cravado em conjunção com meu Meio-Céu, a 17º em Escorpião, em casa 9 mas na cúspide da 10, planeta mais elevado de meu mapa, faço o quê? Ando mais propenso a me iludir de que jeito?

– Seu caso é exceção, Alan, haja vista estas características que acaba de citar. Embora tenha me contado haver se iludido com questões de idealismo político (um dos temas da casa 9, originariamente de Sagitário), posto em sua juventude ter-se filiado a certo partido clandestino de esquerda que, anos depois, quando já legalizado, veio a decepcioná-lo por conta de uma série de condutas que não o agradaram, o mais provável é que com um Netuno assim, impactante como este seu, o amigo saiba muito mais iludir que ser iludido. Não à toa já se deu bem como mágico de salão, um prestidigitador, conforme também me contou, tendo chegado até a animar algumas festas; fora isso, levemos em conta seu lado poeta maldito, que segue a nos impressionar com este seu Netuno veemente, instalado em Escorpião, já na cúspide da casa 10, a inclinar sua verve poética para a produção de uma poesia profundamente erótica e sedutora, além de, como disse, especialmente maldita.

Alan fez-se desconcertado, visivelmente desnudado pelas palavras de Nicolau Nicolei.

– Sim, prosseguiu o mestre, mais uma prova do quanto Netuno sabe ouriçar como ninguém essa nossa capacidade imaginativa, conferindo intenso colorido aos nossos sentimentos poéticos e artísticos, dotando-nos ainda de talento para a dança e a pintura, inclinando-nos a ações literárias e musicais; o amigo, inclusive, é pianista.

– Dos piores e mais frustrados, por sinal.

– Mas sua produção poética isto compensa, imensamente. – ajuntei em seu socorro.

Luís Vaz de Camões na Gruta de Macau – por Desenne (1785-1827)

– Mas não esqueçamos que Netuno é ainda neurótico como ninguém mais sabe ser; nada é perfeito, não é verdade? Daí ele viver assim, a competir com deusa Vênus, da qual guarda profundos ressentimentos e acentuada inveja, ele nunca escondeu isso. A propósito, são estes dois os deuses mais narcísicos e sedutores do Olimpo, tempo todo a competir entre si. Não à toa Camões (1524-150) fez deles seus maiores protagonistas a duelar em ‘Os Lusíadas’. Se por um lado Netuno deu irrestrito apoio à causa de Baco, querelante contra Vasco da Gama, em contrapartida, deusa Vênus fez-se advogada de defesa do bravo lusitano no Concílio dos deuses, reunido diante de Júpiter.

– Fantástica epopeia! – exclamei.

– Obra esta que estaria possivelmente fadada ao obscurantismo dos séculos não fosse o brilho com que Camões soube pôr os deuses todos na parada, uns favorecendo, outros dificultando a vida do pobre coitado, seu herói navegador. Fizesse puro e cru relato poético da viagem de Vasco da Gama às Índias, tal qual prosaicamente esta se deu, a obra não se perpetuaria entre as maiores da literatura universal. Mas, ao imiscuir os deuses todos na trajetória humana, em sua genialidade poética, em seu completo domínio da palavra, com engenho e arte Camões soube ler e traduzir maior verdade: a de que as caravelas somos nós singrando os mares da vida; a vida, ela sim, é soberana; nós somos apenas os barquinhos, frágeis cascas de noz em mar aberto, em perene e dificultosa navegação. A dizer, cada um de nós é esse Vasco da Gama a romper o métron, a cometer a híbris necessária a todo aquele que, ousando um dia fazer-se herói, apropriando-se de seus naturais talentos, lança-se aos mares da vida buscando assim dar conta de sua pessoal missão. E dou-lhes aqui a chave: esses deuses que Camões pôs a participar de toda a saga lusitana são justamente os mesmos que em nossos mapas se travestem de bênçãos e aflições, a cair sobre nós sob a forma de trígonos harmônicos e quadraturas nervosas, sêxtis de ventos em popa e tensas borrascas de oposições…

– Fantástica a epopeia, fantástica ainda a vossa analogia! – bradou Alan, erguendo a taça.

– Sempre me passou despercebida essa queda de braço olímpica entre Vênus e Netuno – comentei.

– Quanto a isso, meu caro, tenho algo muito curioso a revelar, algo que pude observar domificando mapas, no transcorrer dos anos.

Alan e eu espichamos os ouvidos.

– É traço significativo este achado: aflição entre Vênus e Netuno no mapa dos grandes poetas, maior parte das vezes apresentada sob o aspecto de tensa oposição. Esse estranhamento natal entre a deusa das artes e o senhor dos mares provoca certa angústia e inquietude, a fomentar a imaginação. Quando bem aproveitado este aspecto, mais se desenvolvem os grandes poetas, também os melhores criadores de romances de ficção.

– Essa criatividade toda relacionada a deus Netuno deve também estar ligada à figura mítica dos golfinhos, seu animal de poder, representantes dessa inteligência arcaica que subjaz aos processos psíquicos inconscientes. Por isso mesmo foi que adotei quatro deles a compor a mandala-oroboro, símbolo da Psicoterapia do Encantamento.

– Perfeito o que disse, mas não de todo completo; também o touro e o cavalo estão consagrados a Pai Netuno – conferiu Nicolau.

Por óbvio, quisemos saber.

– É que o touro – pôs-se a contar Nicolau – por sinal, o mais belo e forte deles, Netuno faz sair do mar em meio à disputa entre Minos e seus dois irmãos, Sarpédon e Radamanto, pelo trono de Creta, a fim de confirmar o primeiro como rei. Conforme fora acertado por meio de prévio ritual, foi só Minos chamar que o touro, coisa impossível, saiu das águas e veio deitar-se a seus pés. Vendo nisso prova de seu poder, os irmãos de Minos cederam e ele assumiu o reinado. Ocorre que Minos prometera sacrificar o touro a Netuno, mas, tão belo ele era que preferiu ficar com ele, oferecendo a Netuno outro touro comum em seu lugar. Por quebrar sua promessa, por tentar ludibriar Netuno, simplesmente o maior dos ilusionistas, em vingança Netuno visita Pasifaé, esposa de Minos, numa das noites. Ele vem disfarçado sob a forma de touro e enfeitiça Pasifaé que, caindo apaixonada pelo animal, mantém relação carnal com ele, em razão do que meses depois nasceria a monstruosa besta híbrida, o Minotauro.

– E quanto ao cavalo? – perguntamos quase juntos.

– Numa versão da Tessália, conta-se que Esquífeo, o primeiro cavalo sobre a face da terra, é filho de Netuno com Geia. Já a rapsódia da Arcádia informa que Netuno, querendo conquistar Deméter, transforma-se num garanhão, e do coito entre eles nascerá Aríon, um fabuloso cavalo de crinas azuis. É Netuno ainda quem oferece Pégasus, famoso equino alado, a Belerofonte. Além disso, vale dizer, um dos epítetos pelos quais Netuno é conhecido é o de Híppios, isto é, ‘o gerador de cavalos’.

Era esse nosso maior prazer em visitar Nicolau; mais do que ensinar astrologia, o ancião nos fazia viajar com ele ao fascinante mundo mítico.

– A propósito – ele arrematou – não à toa estes três animais são consagrados a Netuno; saberiam dizer o porquê?

Nem eu nem Alan ousamos resposta.

– Um viva para os antigos! Eram extremamente criativos: as crinas do cavalos, por analogia, associam-se às cristas das ondas; já a alegria saltitante dos golfinhos, à força e à movimentação destas; o touro, por sua vez, dado a seu mugido, lembra o ronco dos mares, o constante murmúrio dos oceanos.

– Que lindo! – exclamei.

–Inspirador! – confirmou Alan.

“Netuno”, por Johfra, o Grande Iniciado (1919-1998)

– Mas não é tudo. Esta tríade, Cavalo, Touro e Golfinho, representa antes de tudo o princípio de fecundidade que se revela ainda mais intensamente presente na figura de Netuno, afinal, ele não é outro senão o Rei dos domínios onde toda a fertilidade mora e se aglutina. Com isso retornamos ao início de nossa conversa, às ‘águas de baixo’, nas quais o indiferenciado e o portentoso residem, lugar de onde a vida em nosso planeta se origina em resposta à fecundação das chamadas ‘águas de cima’ que, conforme abordamos em nossa última tertúlia, são de natureza uraniana.

E já estávamos após outras duas ou três nobres garrafas abertas e bebidas prestes a irmos embora, quando, sempre assim, ares teatrais, Nicolau pôs em minha mão seu soneto, destarte dedicado a Pai Netuno:

– Foi escrito há quatro meses, com Netuno a quase 15º de Peixes. Hoje está a 16º e retrógrado, parece mesmo não estar disposto a largar tão cedo seu trono. Profundamente mágico e místico; sobretudo, hipnotizante este nosso soberano. Por via da dúvida, tomem sempre a devida cautela com ele. Bem se sabe que mar calmo não faz o marinheiro; a propósito, qual dos sete mares não nos cobra navegar com prudência?

NETUNO

Senhor dos Oceanos, Pai Netuno,
prestidigitador clarividente,
barba e cabelos longos, e tridente
a impor aos 7 Mares um Rei uno.

Do psiquismo e Peixes o regente,
é a voz do daimon místico e oportuno,
é o mestre sedutor frente ao aluno
a diluir-lhe o ego, içar-lhe a mente;

É mais o maremoto que a bonança,
inspiração-loucura de mãos dadas,
Nereidas e Delphins o seu cortejo;

É tanto a integração sonho-lembrança
e a comunhão dos Eus num só solfejo
quanto é das ilusões fundas moradas.

Nicolau Nicolei de Ptolodamus
Astrólogo do Rei
Porta-Céu de onde estamos
decassílabos heroicos
Sol a 10º06’07” de Áries
Lua Cheia a 1º48’23’’ de Libra
Netuno a 14º54’22’’ de Peixes, em casa VI
Libra Ascendente a 8º48’

One Comment

  1. Andrea disse:

    Parabéns pelo texto e soneto do Nicolau preciso! Precioso!

    Achei que o de Urano já estava fantástico e de repente vem Netuno arrasando também!
    Ótimo ver a “queda de braço” entre Vênus e Netuno, já que Vênus nasce das águas do Mar e é exaltada em Peixes a função da transcendência, Vênus através do amor carnal e Netuno do amor espiritual alimentando as duas dimensões do Ser.

    Que venha Plutão que estou curiosa!

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