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Mutirão, Escola da Vida

MUTIRÃO – ESCOLA DA VIDA

 Texto de Paulo Urban, publicado na Revista Planeta, edição nº 336, setembro/2000

Paulo Urban é médico psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento

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Entrada da Escola

Pouca gente sabe, mas há uma escola diferente de todas as demais, ainda que seja a mesma em relação a si própria nas últimas três décadas, desde quando pioneiramente abriu suas portas na Granja Viana, quando a região, àquela época, mal tinha iluminação pública, nem asfalto. Hoje, várias escolas pululam nas vizinhanças. Falar sobre ela é quase o mesmo que falar sobre as antigas Escolas de Mistério, embora seja propriamente uma educação de cursos fundamental e médio, também infantil.

Entrada da Escola, foto de Duda Pimentel

Entrada da Escola

Seus alunos não moram na escola como o faziam os discípulos de Pitágoras, ou da Academia de Platão, ou do Liceu de Aristóteles, mas nela permanecem diariamente, das 9 às 16 horas; almoçam e tomam lanche juntos, rodiziam-se para servir as refeições (sempre naturalista, feita em fogão a lenha) e convivem em harmonia em meio a cachorros, patos, esquilos, pica-paus amarelos, uma família de papagaios e outra de tucanos, que sobrevoam a região, dentre outros animais. Há aulas de sociologia, filosofia, expressão corporal e outras tantas. A escola prega a não violência, defende o ambiente, acredita no ser humano e, mais do que ensinar, estimula seus alunos a buscar incessantemente por respostas.

É isso! Não é uma escola secreta, mas discreta. Quase anonimamente se dedica de modo artesanal à formação de cada um de seus alunos. Cumpre todas as exigências do programa oficial de ensino, mas, indo além, dá um toque mágico pedagógico em seus jovens e os prepara para a vida. Poder-se-ia dizer que seu método de ensino seja holístico, ou que tenha sido das primeiras a direcionar-se para os valores desta nova era de Aquário, mas nenhuma destas coisas a representaria essencialmente.

Desde quando começam a andar até a maturidade juvenil, pré-universitária, seus alunos recebem lições que vão do respeito pelos mais velhos até aulas de etiqueta e cidadania, recursos estes que servirão para imprimir fora da escola, em suas vidas, uma marca de personalidade bem formada, capaz de assumir condutas éticas.

Ouvindo o Eu Interior. Foto de Duda Pimentel

Ouvindo o Eu Interior

Cada árvore de seu bosque (a escola funciona numa chácara), cada torrão de seus terreiros (amplos espaços usados para as aulas de educação física, festas escolares e cerimônias próprias que resgatam antigas tradições), cada pássaro nativo (há de todas as cores), são testemunhas diárias da presença de crianças risonhas que brincam entre si e se respeitam com naturalidade.

O primeiro princípio pedagógico desta escola começa por seu nome: Mutirão. Além de significar mero grupamento de pessoas, o termo representa a união de ideais, a soma dos esforços envolvidos na realização de algo comum e de fundamental importância, quer seja o ideal da conscientização ecológica, quer simplesmente uma atividade lúdica e pedagógica exercida no cotidiano escolar. Muito antes de ecologia virar tema mundial, a Escola Mutirão já tratava o assunto de modo natural, aliás, como o fazem as civilizações mais antigas do planeta.

Alfabetização

Alfabetização

Em nossos dias – impossível não notarmos – opera-se radicalmente uma série de transformações em nossa sociedade, que assiste a uma súbita crise de valores. Os extremos contrastes que rompem nossos horizontes são sinais de um tempo inédito na história, marcadamente o selo da transição de milênio na sociedade ocidental que, sem dúvida, aspira por alguma transcendência metafísica, haja vista a quantidade de seitas e religiões apocalípticas que têm proliferado em nosso meio.

Por um lado nos espantam, por exemplo, as conquistas da engenharia genética, que nos levam a esbarrar no segredo da vida com a decodificação do código genético humano; ao mesmo tempo, a cibernética, por meio da robótica, permite ao homem brincar de Criador. Por outro lado vemos que a natureza humana continua se esquecendo do mais simples, de viver bem e preservar em equilíbrio seu planeta. Afinal, cultivar a Terra, em sentido literal e figurado, bem como trazer acesa dentro de nós a chama do respeito pela vida, são atitudes que vêm se tornando cada vez mais raras.

Educar para a vida é resgatar e cultivar valores

Educar para a vida é resgatar e cultivar valores

De certa forma, isso é o que permite que atos públicos de organizações ambientalistas sejam considerados heróicos, ressaltados que ficam sobre o fundo branco da omissão governamental frente às questões mais críticas de nosso mundo. Em verdade, atitudes ecológicas deveriam ser a base de nossa vida social, como acontece entre os povos andinos, tibetanos, butaneses, e nações indígenas de toda parte, as quais seguem firmes em seu propósito de preservação da natureza, hoje ameaçada pelo progresso desenfreado, por uma economia global decadente e pelo comportamento imediatista da política planetária.

Um dos bosques da Escola, próximo às suas piscinas. (Foto: Duda Pimentel)

Um dos bosques da Escola, próximo às suas piscinas

De fato, ecologia hoje é necessidade premente, questão de sobrevivência, e as escolas, de modo geral, incluem obrigatoriamente o tema em seus currículos. Muito antes desta conjuntura, a pedagogia do Mutirão já envolvia aspectos inerentes à vida, como o amor e o respeito por todas as criaturas; educação, preservação ecológica e vida saudável são seus lemas principais.

Quem já assistiu ao filme Horizonte Perdido ou já leu A Ilha de Aldous Huxley, poderá mais ou menos entender como funciona seu sistema de ensino e visualizar seu ambiente, com suas salas de aulas não convencionais, – na verdade, abrigos cercados de verde – duas piscinas em meio aos bosques, barrancos com crianças correndo, professores vestidos de branco, patos e galinhas soltos em meio à criançada e outros ingredientes naturais que tornam seu espaço mágico e sagrado, como Shangrilá.

Piscina em meio ao bosque. (Foto: Duda Pimentel)

Piscina em meio ao bosque

– “Papai, compra pra mim um barranco?”, dizia Júlia, dois aninhos, ao ter que deixar a escola na hora de ir para casa. As crianças do Mutirão começam o dia cantando, estudam em harmonia, brincam descalças quando o tempo permite, discutem os problemas da atualidade e, bem articuladas com os acontecimentos do mundo, não se prendem a nenhum livro didático, até porque além de conhecimento, eles nunca trazem o essencial para ser aplicado à vida. De seus professores a escola exige uma dedicação especial, pois as aulas são sempre preparadas em função de um tema específico que é estudado por toda a escola, de forma integrada. Mais uma vez, como em quase tudo, o Mutirão antecipou-se àquilo que vem sendo proposto pela pedagogia do novo milênio, e faz com que professores e alunos estudem e aprendam juntos.

Hoje, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), homologados pelo Ministério de Educação desde 1998, estão introduzindo nas escolas um conceito novo e revolucionário no ensino brasileiro, os chamado “Temas Transversais”. Tais Parâmetros propõem que em vez de se criar novas disciplinas, sejam introduzidos assuntos para serem estudados de forma transversal, concomitantemente ao programa oficial, para que sejam tratados sob as óticas das diferentes disciplinas. Tal filosofia promove maior integração entre as mesmas, bem como mobiliza toda a escola em torno de questões que envolvam cidadania, ética social, aprofundamentos em problemas brasileiros de saúde e desenvolvimento, e assim por diante.

Festa Junina

Festa Junina

Esta “inovadora” proposta vem sendo há 30 anos praticada no Mutirão. Seus temas, geralmente bimestrais, – ou vistos por mais tempo, conforme a necessidade – têm privilegiado além dessas questões, muitos outros assuntos de caráter histórico, filosófico, ou mesmo esotérico.

Seus “grandes temas” já tiveram por objeto o Universo, a origem da vida, o cometa de Halley, a pré-história no continente americano, as civilizações perdidas (incluindo Atlândida, Lemúria, o continente de Mu), as civilizações pré-colombianas, as plantas medicinais, medicina alternativa, alimentação natural, os egípcios e outros povos antigos (onde se incluiu uma discussão sobre o nascimento da ciência), os países do oriente (médio, próximo e distante), os índios brasileiros, entradas e bandeiras etc… isto, claro, sem deixar passar o óbvio que faz da Inconfidência Mineira, da Independência do Brasil, dos 500 anos de Descobrimento, assuntos a serem aprofundados conforme sua pertinência, independentemente dos “grandes temas” integrados de estudo.

Quando a escola se entretinha com os índios brasileiros, por exemplo, vários rituais indígenas foram estudados, alguns reproduzidos; e a escola recebeu a visita de chefes Xavantes que vieram falar de sua cultura, cantar hinos à natureza e contar acerca da vida que levam em sua reserva, na aldeia de São Marcos (MS). Impressionados com o tanto de verde e rústico do local, os chefes pediram para encaminhar alguns de seus jovens para que viessem estudar no Mutirão. Foram aceitos. Resultado disso? Além do intercâmbio cultural, um índio Xavante hoje está formado em pedagogia, e ele às vezes telefona para o Mutirão e chama a diretora por “colega”!

Ano passado, foi a vez do livro Viagem Atravéz do Brasil (que, no português antigo, se escreve assim, com “z”), de Olavo Bilac e M. Bonfim. A obra narra a viagem de alguns jovens pelo país, ora por barco, ora de trem, ou a pé, que saem de Recife em direção ao sul. Excelente pretexto para o estudo dos costumes regionais e das diferentes tradições que compõem a sociedade brasileira. E as turmas realizaram apresentações sobre o tema, houve pesquisa de vestuário, pratos típicos etc… Ao aniversário dos 500 anos do Descobrimento foi dado o respeito em tempo real: professores, pais e alunos, num projeto conjunto, reproduziram cada um dos 45 dias de viagens da nau capitânia e sua esquadra, enriquecidos com textos da literatura quinhentista, desde a saída de Portugal até o dia do descobrimento, que na escola foi comemorado com festa e carnaval. Com dramatizações diárias, – todos paramentados a caráter – a notícia foi adiante e até televisão apareceu para filmar.

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Atualmente, a escola está imersa no estudo de um grande tema anual: os elementos da natureza. Iniciou o ano enfocando a água, recurso imprescindível para a vida no Planeta, cada vez mais escasso. Isso levantou questões de ordem ecológica e de cidadania para o seu não desperdício, envolvendo ainda estudos geográficos de nossas bacias hidrográficas, bem como aspectos de implicação social como as enchentes que São Paulo sofre todo ano. Na seqüência, veio o elemento terra; estudou-se solo e vegetação, as propriedades terapêuticas da variada flora local, encontrada na própria escola. Sementes foram plantadas, árvores classificadas; as mesmas nas quais as crianças sobem e brincam, também onde os pequeninos vivem histórias mágicas e encantamentos.

Ritual do Fogo (foto: Duda Pimentel)

Ritual do Fogo

O segundo semestre trouxe o elemento fogo. Dilemas quanto à utilização de energia térmica comparada à energia nuclear são objeto das aulas de ciências para os maiores, e a física aborda as conquistas sobre o átomo. Já a disciplina de ciências administrada aos alunos de 3a e 4a séries leva as crianças às primeiras noções de astrofísica, apresentando-as ao astro-rei, nossa estrela mais próxima, para em seguida introduzi-los aos rudimentos de anatomia a partir do estudo do coração, órgão este que a medicina oriental, fundamentada no taoísmo, associa ao elemento fogo. As aulas de história partem da importância da máquina a vapor para pensar o desenvolvimento do Brasil, e as de música e dança servem-se de um repertório amplo pertinente ao tema, do clássico ao popular, sem se esquecer das composições eruditas de nomes brasileiros. No ritual de abertura do semestre, por exemplo, a Dança Ritual do Fogo, do espanhol Manuel de Falla, fez mostrar aos alunos que existe coisa bem melhor que o rock.

Embora não esteja vinculado a nenhuma seita ou religião, o Mutirão acredita na importância das atitudes humanas quando praticadas conscientemente, por isso valoriza os rituais. Mesmo quando singelos, servem para estimular o psiquismo e impressionar nossos sentimentos; permitem-nos intuir e refletir melhor quanto às ações que tomamos na vida. Estabelecem uma ponte entre nosso mundo interior e a lucidez da consciência.

Festa da Primavera

Festa da Primavera

Marca disso foi a atitude tomada há alguns anos em relação a uma antiga e indisciplinada turma de 6a. série; repleta de alunos novos, capaz de tumultuar as aulas por pouco entender das regras da escola. (Alguns vícios dos que vêm de fora, por exemplo, incluem a idéia de que se pode atirar pedra ou gritar bastante só porque a escola esbanja espaço aberto e natural. Ledo engano dos não acostumados à paz habitual do Mutirão). Pois bem, a diretora e os professores resolveram o impasse com a criação de uma confraria que durante todo aquele ano funcionou, formada somente pelos alunos que nela fossem iniciados. De pronto foram apontados os mais nobres e educados da turma para compor um núcleo fechado, ao qual os professores destinavam conhecimentos extras “secretíssimos”. A seleta sociedade foi batizada com o nome de Orthós, palavra grega a designar retidão, correção de princípios. Pelas manhãs, uma vez por semana, numa parte reservada do bosque, eram iniciados na confraria somente os justos merecedores desta distinção. Havia incenso, purificação de mãos, sagração com direito a espada nos ombros, sermões de cavalaria, distribuição de títulos e missões entre seus membros; e os rituais de iniciação, evidentemente, eram secretos. Breve, todos queriam estar aceitos na “Ordem dos Orthós”, conhecer seus sinais e senhas sigilosos e… a mágica foi feita! A turma toda logo se afinou em perfeita sintonia, rendeu mais que o esperado, tornou-se exemplo para o restante da escola e saiu-se muito bem nas provas de solidariedade e cidadania que os professores propõem regularmente aos alunos por ocasião das provas semestrais.

A diretora Anna Maria ministrando aula da alfabetização

A diretora Anna Maria ministrando aula da alfabetização

A propósito, a época das provas semestrais também é singular no Mutirão. Recebe o nome de Chucara (lê-se tchucára), termo pré-colombiano de origem aymara, a significar “festa do amanhecer”, escolhido pela diretora Anna Maria Smith Pimentel por representar a alegria da consciência, já que o Sol a cada dia se levanta para distribuir sua luz fraternalmente, período em que as pessoas começam a trabalhar a terra e recebem dela as suas dádivas. Os alunos passam por toda uma preparação e harmonizam-se para a realização das provas curriculares. Desde relaxamentos e exercícios respiratórios até a postura para a entrada nos abrigos, tudo é proposto e bem pensado para que os alunos aprendam a encarar com segurança e equilíbrio as “provas” pela vida. Nos Chucaras há inclusive situações especiais que integram todos os alunos, pequenos e grandes, em testes que envolvem a dinâmicas de grupo centrada no respeito.

O Mutirão é isso: uma escola artesanal e eficiente, cujos princípios a Antigüidade clássica aprovaria, mas atualizada e em perfeita sintonia com o despertar da nova era. De fato, uma ilha pedagógica de recursos que hoje começam a ser replantados noutros lugares, experiência autêntica de um Shangrilá que funciona realmente, cujos horizontes (pedagógicos) não estão perdidos.

Liberdade e sensibilidade nas cores do uniforme Mutirão

Borboleta laranja: liberdade e sensibilidade nas cores do uniforme Mutirão

P.S: Para saber um pouco mais sobre a Escola Mutirão, visite neste site:  [Livro] Escola Mutirão – Acampamento

15 Comments

  1. Awmergin disse:

    Caríssimo Paulo,

    É excelente saber que em nosso amado país, os Sagrados Preceitos voltam a encarnarem-se em novas formas. Eis a Lei eterna dos Ciclos!
    Felizes tais crianças e afortunados os adultos que fazem deste maravilhoso ideal pedagógico algo concreto.

    Um abraço fraterno,

    Awmergin

  2. Maria Lucia Andrioli Motta disse:

    Olá Pessoas@!!!!!@

    Ler este texto me fez voltar no tempo…
    Tempo em que meus filhos frequentavam o ensino fundamental.
    Tempo de muitas incertezas.
    Escolhi a escola certa?
    Os conteúdos estão adequados as necessidades da vida moderna?
    Eles estão sendo preparados para a vida?

    Passados os anos, um filho abraçado à carreira de violonista clássico, outro biólogo interessado nos mistérios da vida na água (são ambos ex-alunos do Mutirão), penso poder colaborar com conceitos que podem tornar a escolha da escola de nosso filhos, netos e sobrinhos, uma tarefa com referenciais que embora possam parecer utópicos, na prática se demonstra estar aprovada e bem sucedida.
    Viva o simples, o natural, o principal!!!
    Abraços,
    Mª Lucia

  3. Melissa Austin disse:

    Quando passo pela Raposo Tavares sempre me vem na lembrança a escola Mutirão.

    Passei apenas 03 anos da minha vida lá, lembro de cada canto desta escola, o cheiro do refeitorio, o cheiro da lenha, o cheiro da chuva, as aulas de bordado, flauta, e os valores que a D. Ana me ensinou.
    Hummm e o bolo de cenoura da D. Dora, meu Deus que delíiiicia.
    Aprendi a comer comida integral, se bem que os patos debaixo dos meus pés também passavam bem…

    Os acampamentos em Amparo, as provas, o Sr. Victor que me levava e buscava em seu ônibus escolar, enfim só lembranças boas.

    Foi muito bom saber que tenho agora com quem compartilhar minha curta mais valiosa experiência neste colégio,

    Melissa

  4. Selene disse:

    Meus dois filhos também estudaram no tempo e tenho que concordar com tudo o que aqui foi escrito. Meu filho mais moço era um menino dificil, criança superdotada, no limiar da hiperatividade, complicado controlar, fazê-lo entender que aprender a ler, estudar, entender o mundo, passava por ficar quieto, sentado, prestando atenção por mais de 10 minutos no que a professora tinha a ensinar.
    No Mutirão, com Anna Maria especialmente, além de todos os outros professores, ele aos poucos foi conseguindo se aquietar, prestar atenção, se concentrar. Hoje é um homem feliz, realizado, excelente profissional, mas sem nunca esquecer a cordialidade, a delicadeza, a ética e o respeito a vida!

    Selene

  5. jorge elias disse:

    Assim era a escola.

  6. Cesar Lopes disse:

    Só quem estudou neste paraíso sabe o significado realmente que isso teve em nossas vidas; os meus valores (hoje com 40 anos) sobre amizade, natureza, animais e respeito ao próximo são completamente diferentes das pessoas de hoje; sofro por isso, mas ainda prefiro ser assim e lutar todos os dias para que o que aprendi seja posto em prática e repassado adiante; até o último dia de minha vida vou lembrar esta escola e o que ela me proporcionou em minha vida. Obrigado ANNA PIMENTEL, HOMERO…amo vocês do fundo do meu coração; fiquem com DEUS e OBRIGADO…

  7. Debora V. Veiga disse:

    Estudei no Mutirão em 87, 88, 89, nos meus 13, 14, 15 anos, três anos inesquecíveis na minha vida! Coisas que aprendi e trago comigo até hoje e repasso à minha filha.
    Quem teve a oportunidade de ter estudado no Mutirão, ter conhecido seus professores, Estevão, que estudava comigo, a Anna, seu bosque, suas lições, com certeza carrega consigo um grande diferencial.
    Obrigado!!!!
    Debora

  8. Keith disse:

    Tive o privilégio de ser aluno do Mutirão, escola onde me formei em 1990. Sou muito grato aos professores com os quais interagi à época, em especial ao saudoso Homero e a eterna Anna, que me passaram ensinamentos e valores inestimáveis. Esforço-me para passar esses mesmos valores aos meus filhos. Ao encontrar por acaso o texto de Paulo Urban, o qual retrata com paixão a essência dessa escola singular, uma enxurrada de ternas memórias de uma época tão marcante em minha vida, vieram novamente à tona. Acredito que a escola estará sempre viva por meio de seus ex-alunos e professores.

  9. Marcelo Marega disse:

    Estudei no Mutirão dos 3 aos 18 anos de idade, quando me formei no colegial, hoje Ensino Médio em 1993. Apesar de aprontar muito quando criança, ficando de castigo algumas vezes, como muitas crianças, com o tempo fui me tornando mais responsável. Hoje sou professor de Filosofia, bacharel e licenciado pela USP, por influência das aulas de Filosofia da Diretora Anna Maria, por quem sou eternamente grato. Valores de cidadania e formação clássica de acordo com as leis da LDB, nas disciplinas como Português, História, Geografia, Matemática, Artes plásticas, Ciências, Inglês, espanhol, francês, línguas estas que hoje em dia domino apenas o inglês, Biologia, Física, Química e Filosofia, sem falar nas aulas de História da Arte, Música ( teoria musical, leitura de partituras e prática de flauta doce ) e trabalhos manuais ( nas quais fazíamos croche, tapetes de barbante que enfeitaram a sala e o banheiro de casa, rsrsrs, tricô, cachecóis para o inverno e pinturas em caixas, lembro de uma que serviu para guardar as ferramentas de casa, martelo e pregos, rsrsrs ). Ufa ! Trabalhamos e estudamos muito, amigos que hoje vejo pelo Facebook e em reuniões de vez em quando. Resumidamente, formação de cidadania e ética, sem deixar de lado o profissional apto para o mercado de trabalho. Obrigado a todos os professores do Mutirão que fizeram parte da minha vida e especialmente a diretora Anna que me ensinou a trilhar o caminho do Bem, da Verdade e da Justiça.

  10. Sônia Henrichso disse:

    Eu me lembro desta escola; morei próxima dela, estudei aí nos anos 1978 a 1980.Alguém desta época? Espetacular.

  11. daniel adolpho disse:

    gostaria de fotos de 1987, ano em que estudei no mutirão – 1a série.
    Alguem teria?
    Um abração

  12. Paulo Urban disse:

    Caro Daniel: há um grupo no facebook que reúne ex-alunos e professores da Escola Mutirão. É só dar busca no face que você o encontra; faço votos você possa conseguir essas suas fotos por lá, conversando com o pessoal.

  13. Diego Domaradzki Santana disse:

    Estudei do pré à 5* série nos anos 80. Foi uma experiência quase surreal se comparado com o restante de meu ensino.
    Lembro-me dos professores: Maria José do pré, O prof. Homero de história, Heloísa de matemática, Júlio de física, Marcela de Ed. Física, Alba Rosa de espanhol, Débora da segunda série, Grande incentivador Hélio de Artes, A professora Jussara que foi minha professora em outra escola mais tarde, me lembro dos professores de percussão, da de redação (mãe da Estrela), da de inglês do pré.
    Dos amigos: Roberto Lieb…, João Fábio (fazendeiro), Bruno Moreno (e sua linda irmã rsrs), Thiago Corrêa, Amigo Kleber Ribeiro, J.P. Bax, Eric (cac), Fábio (cac), Laura e Débora, Juliana, Thalita, Ana Preto, Bruno Fonseca, Ratão (do busão e do bairro), Marcela e Leonardo (do busão do Sergião), dentre outras tantas fisionomias sem nomes na memória.
    Lembro de cada canto, até os proibidos, dos cheiros, do sabor do macarrão e gelatina de quinta, do pão com mel e da paçoca dos recreios, das figurinhas no galpãozinho, das (muitas) travessuras de moleque, do acampamento em Amparo, hino de manhã, escorregar no barranco, cascata, das broncas furiosas da Anna, me lembro de quase tudo!
    Alguém dessa época?

  14. Vanessa Brumatti disse:

    Boa noite!
    Moro ao lado do terreno da escola, hoje com as instalações em ruínas, inclusive já lançaram um empreendimento imobiliário no local.
    Fiquei bastante curiosa em saber o que era tudo aquilo, aquelas salas, mesmo tudo quase demolido, me chamou muito a atenção. Infelizmente só encontrei esse artigo sobre a escola, não encontrei mais fotos, nem mais depoimentos. Fico bem triste como uma escola tão especial, tão inovadora, tão a frente do seu tempo, não tenha mais registros, onde ficarão as memórias, que grande perda. Tentei localizar o grupo no Facebook, também não achei.
    Infelizmente, em breve, o pouco que tinha no terreno desaparecerá e as próximas gerações nem saberão quem passou, viveu por ali.

  15. IARA HAND disse:

    Meu filho Adrian também estudou no Mutirão e adorava a escola. Chegava em casa todos os dias sujo de barro, mas com um sorriso de orelha a orelha. No mesmo uniforme cor de laranja. Aprendeu a comer legumes, frutas e verduras, na escola. Só não simpatizou com a berinjela…
    Saudades…

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