Desvenda
a mescalina suave porta
e descalço, convido-me a entrar...
Pela alfombra, mergulhespaço a dar
da sombra do Universo à zona morta.
Na gota azul do orvalho o espelho entorta,
sereno cristaliza o gotejar;
nas clepsidras, o tempo, em seu pingar,
a vida paralisa e não se importa.
A
mente em seus sentidos se apavora,
imagens sonham juntas, comemoram...
Nas chamas do atanor os alquimistas
refazem a Grande Obra, oram, laboram,
enquanto apreendo em lágrimas revistas,
Paisagens do infinito que ora chora.
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