Nas
asas de crepom da borboleta
Mandalas de neon cintilam mais.
Farfalla em curvilíneas radicais
Dança ao divino timbre da trambeta
da Datura de cálice violeta.
Silêncio colorido de ultra-som,
vermelha em seus lábios de batom,
À Fada-mãe traz pólens a ninfeta.
Voa
livre, transcende porto e cais,
seu movimento é mantra... Le papillon
entoa em seu ruflar sagrado Om.
Tantra-yoga rebenta na alma o dom,
pintura de grafite e de crayon...
Borboletas são bençãos em fractais !
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