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Os
homens, desde os primórdios intuíram que o universo
traz em si uma só constante: a mudança. Heráclito
de Éfeso (535-470a.C.), pré-socrático, afirmava
ser impossível nos banharmos duas vezes no mesmo rio. Tudo
muda com o suceder dos instantes; o rio, assim como nós,
está fadado ao movimento ininterrupto, por meio do que suas
águas e nossas vidas se renovam. Precedem Heráclito
todas as culturas orientais que há séculos professavam
uma mesma verdade religiosa; taoístas e hindus, por exemplo,
em sua cosmogonia, enxergam as transformações da vida
como uma "repetição sempre inédita"
e criativa de padrões do espírito divino.
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