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Posts under ‘Telas & Sonetos’

O Incontido

O INCONTIDO Medida de si mesmo e do Universo que é o Homem senão régua de Protágoras? Medida da poesia, das metáforas, não mais do que um pequeno e simples verso. Lançado em pleno abismo, em priscas ágoras, aberto à eternidade em seu abraço, das pedras às galáxias do espaço, à Música dos Orbes de [...]

Sala de Autópsia

SALA de AUTÓPSIA “Hic est locus ubi mors gaudet sucurrere vitae” dístico do alemão Carl von Rokitanski (1804-1878), patologista e filósofo humanista. Deitado sobre a pia-altar o mestre, silente em branco mármore oferece-se para a autópsia. Os presentes têm interesse em saber do que a morte se reveste. O necrotério, um templo em nobre prece, [...]

Mandaleto

MANDALETO Escrevo meus sonetos qual mandalas, quartetos e tercetos, 4 estrofes, são corpos seus quadrantes, 4 cofres, e os versos simples forma de moldá-las. Por eles circum-ambulam Sal e Enxofre, Mercúrio e os vis-metais planetescalas; por eles eu transito as minhas salas que em todo sonetar meu ego sofre. Sonetos são caminhos para dentro, são [...]

Almestórias

ALMESTÓRIAS Follow your bliss and the Universe will open doors  where there were only walls. (Joseph Campbell, 1904-1987) … porque a alma, quando quer que reste encantada, põe-se a cantar seu canto e a contar histórias… Minha alma qual corcel corre entre os montes, cavalga pelos vales e colinas; qual condor do altiplano, asas andinas, [...]

O Mistério do 12

O Arcano XII, ninguém se engane, é a morte. É justamente nesta vala que a mandala egoica inteiramente se esgota. A perturbadora mente, que mente tão-somente e tanto se debate, exausta de lutar contra si mesma, entrega-se à sua morte. Nenhum pensamento novo nasce aqui, nenhum argumento lógico ou mesmo sem sentido se desdobra. O não [...]

Vidarcano XIII

VIDARCANO XIII (porque o melhor epitáfio não vale mais que estar aqui)   Qual Dama é ela a Morte que só espera? Se é fim… ou torvelinho… (um labirinto?), talvez parte de mim, a que eu não sinto, soubesse-o…, escaparia à Esfinge-Fera? Se a morte é doce espírito de absinto, quiçá mandala nova de outra [...]

Ter com Ver

Paulo é nome latino e quer dizer “pequeno”. E foi esse o nome que escolheu para si quando, derrubado do cavalo que o levava a Damasco, aquele homem versado em letras, também cobrador de impostos, pela primeira vez na vida se sentiu realmente diminuto diante do extraordinário que seus olhos viram e do portentoso chamado [...]

Ilhas na Correnteza

Dado à genialidade da obra e ao grande interesse por ela despertado, atendendo a pedidos, fora prorrogada a exposição de arte de meu amigo italiano Guido Boletti, artista plástico radicado no Brasil, alma mineira, a ocorrer na Casa dos Contos, monumental prédio de Ouro Preto, onde ‘foi suicidado’ o árcade saturninconfidente Cláudio Manuel da Costa. [...]

Dramestático

DRAMESTÁTICO Meu carro não tem som, nem mesmo um rádio. Só silêncio quando viajo dentro dele. Há vezes em que medito e outras em que entoo mantras que eu mesmo invento, que me ocorrem geralmente nas sessões de introspecção em frente ao fogo que regularmente acendo em meu quintal, quando, então, morcegos me visitam e [...]

Relatividade de Escher

“Minhas imagens requerem uma explicação, porque sem isso elas são muito herméticas e têm muito de uma fórmula só para os Iniciados. Ao mesmo tempo, o conjunto de ideias que elas expressam, embora essencialmente factual e impessoal, parece, para minha constante surpresa, ser tão pouco usual e, nesse sentido, tão inédito, que eu não conseguiria [...]

Beliluminura

BELILUMINURA é soneto de Paulo Urban, inspirado em aquarela ”Barco em Barra Velha”, Ilhabela, (SP), obra do renomado artista plástico chileno Gonzalo Cárcamo, natural de Los Angeles (1954), Chile, radicado no Brasil desde 1976. Gonzalo Cárcamo colabora com as principais publicações do país, incluindo o jornal Folha de São Paulo e a Revista Época. Artista amplamente premiado, seus lauréis incluem “Melhor [...]