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Posts under ‘Sonetextos’

Lua de Odin

Três mouras-fadas dançam na clareira de seu bosque, noitentrando, eclipse no horizonte. Cirandam em volta do Carvalho-mãe invocando Odin, sábio bardo das runas de Anam Cara, verdadeiro Amigo da Alma celta. Hugin e Munin, dois corvos,  rasantes despontam no terreiro a atestar que Odin, rei dos deuses, pronta escuta lá de seu palácio de Valaskjálf, em […]

Árvore da Vida

Feito à imagem e semelhança divinas, Adão mítico traz consigo o universinteiro em sua alma; homem primoriginal, microcosmo da matricial Árvore da Vida (com suas 10 Sephiroth unidas entre si por 22 elos, a compor assim os 32 caminhos da Inteligência Cósmica), eis o celestorvalho e a seiva edênica que nos insuflam a alma de vida, […]

Humilbrasas

Noite clara, fogueira armada e à espera de ser acesa. Suave toque das brumâncias, o floripôndio senhor-dama da noite perfuma o reservado do jardim. Convoco os morcegos, animais de poder meus amigos que em bando tecem revoada, autorizando-me ao sagrado rito mágico. Aceso o fogo, por horas a fio silente, penetro as crepitantes labaredas nas […]

Oroboro

O sagrado texto do Taoísmo Tao Te Ching, atribuído ao “Velho Sábio” Lao Tse (séc. VI a.C.) roga em seu primeiro aforismo que “o Tao do qual se pode falar, não é o Tao”. E explica-nos Lao Tse, “os nomes que lhe podem ser dados nunca são seu verdadeiro nome”. O mesmo nos ensina o ancião […]

O Mito de Sísifo-Poeta

Escrevo Sonetos (*). Respiro Sonetos. Sofro da maldição de Sísifo-poeta preso à febre intempestiva de compor sempre sonetos. Nos momentos mais intensos, em comunhão com algo que, vulcânico, se me jorra, que, tirânico, me comanda, e que, vesânico, não compreendo, sou forçado a grafite dar vazão a esses sentimentos que em catorze versos me assolam e […]

Senso-espiritualidade dos Sentidos

SENSO-ESPIRITUALIDADE DOS SENTIDOS Texto de Paulo Urban, médico psiquiatra e Psicoterapeuta do Encantamento. Um de nossos maiores enganos é crer que o divino se encontre fora de nós, e que exista em mundo alheio de nossa realidade, como algo impossível de ser alcançado, sequer imaginado. Essa ideia tem raízes no racionalismo de Descartes (1596-1650), que deu […]