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Posts under ‘Alan Rodrigues de Carvalho’

Luz-Sombra & Delírio

Luz-Sombra & Delírio Meus olhos adormecem em sombras góticas aos pés de um candelabro, e já cansadas as pálpebras se fecham entrelaçadas a imagens que me tomam, hipnóticas. É sonho? É Miração? Eu vejo fadas, são duas, estão nuas, faderóticas, dão asas aos delírios, ilusões ópticas, e beijam-se entre flores extasiadas. São pólens que se [...]

Mentirosamente

MENTIROSAMENTE Por mais trabalhe a mente, e a mente mente, por mais seja complexa em artimanhas, a mente tece teias e é só aranhas, presa eterna em suas redes tão-somente. Por mais lucubre a mente e faça manhas, mais alto o edifício que apresente, maior o seu intento ‘engana a gente’, no fundo, a mente [...]

A Sombra de Alan

O poeta Alan Rodrigues de Carvalho é uma sombra. Nas vezes em que posso visitá-lo, sempre às noites, ele me pede, encontro-o soturninquieto em seu silêncio, a compor almas secretas. Outro dia, melhor dizendo, era noite, madrugada, flagrei-o ao piano. Interrompendo sua Sonata ao Luar de Beethoven, veio abrir-me a porta. Tocava à luz dos [...]

Artinnatura

Um dos poetas contemporâneos com cuja obra muito me identifico é Alan Rodrigues de Carvalho, cuja extensa lavra inclui principalmente sonetos malditos e eróticos, os primeiros mais sombrios, os segundos escarlates. Privei-me dos soturnos ares de sua intensa produção durante os três seguidos anos em que partilhamos dos mesmos bancos escolares. Àquela época, apreciávamos as [...]

O Mundo Matemágico & Magilógico de Escher

O MUNDO MATEMÁGICO & MAGILÓGICO DE ESCHER Minha filha, 13 anos, já houvera ido por duas vezes à exposição, primeiramente com sua mãe, em seguida com a escola, e me seduzira o seu relato do extraordinário que enxergara. Seguinte domingo de outono, para lá me dirigi. Ao entrar no museu, após duas horas de uma [...]

Dama de Paus

Não poderia haver data mais propícia que uma Sexta-Feira 13 (melhor ainda por ser de agosto) para a auspiciosa tarefa de apresentar aos amigos leitores o mais maldito dos sonetistas, aquele que, corujolhos, madrugadas aceso a seu piano, entre velas e fantasmagóricas utopias, vivesconde-se em seu castelo de campo, a esquivar-se tanto dos holofotes urbanos quanto do [...]