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Bolhas de Sabão

BOLHAS de SABÃO

Porque fiz arte em miração,
coisa de criança, brincadeira de salão;
peguei uns Universos, de uns tudo e de outros parte,
ensaiei a minha dança, soprei bolhas de sabão…

Sopro o Universo em bolhas de sabão:
eu brinco de galáxias, giro estrelas,
Brahma em respiração eu sei mantê-las,
sou Shiva em aula e dança de salão.

Sou vento imponderável, animo as velas,
sou pneuma, também prana, inda a canção;
sou átomo que explode em criação,
deus Krishna a projetar Arjuna em telas.

O telescópio Hubble olhou pra mim,
não entendeu o que viu, mas processou:
“Galáxia invisível em Virgem escura”.

Viu cosmicorigami em dobradura;
meu meio é o meu início que é o meu fim;
nas bolhas do Universo Eu Sou o que Sou!

Paulo Urban, Sonetista do Aquarismo
25 de fevereiro, MMV
decassílabos heroicos

 

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