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Mentirosamente

MENTIROSAMENTE

O Pensador – escultura em bronze (1902) de Auguste Rodin (1870-1917)

Por mais trabalhe a mente ela só mente,
por mais seja complexa em artimanhas,
a mente tece teias, cresce aranhas,
faz redes enlaçadas por serpente.

Por mais lucubre a mente e faça manhas,
mais alto o edifício que apresente,
maior o seu intento a enganar gente,
no fundo, a mente é a cega das façanhas.

Que a mente quer teatro e bate palma,
faz cena e em seus ardis fugiu da escola,
e atenta, sempre aos botes rouba a paz.

Porém, em sua soberba, a mente é tola:
por mais trabalhe a mente, ela é incapaz
de ver as maravilhas que vê a alma!

Alan Rodrigues de Carvalho
3/I/2015 – decassílabos heroicos

(para ler outro soneto de Alan Rodrigues de Carvalho, acesse: “Artinnatura”)

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